Pneus Michelin
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Modelos de pneus Michelin
Curiosidades e Recomendações


Curiosidades e recomendações

Dicas:

Antes de qualquer coisa, é importante escolher o pneu correto para cada tipo de utilização.

Observe a rodagem predominante do veículo e veja que tipo de pneu você precisa: Rodoviário, Urbano, Misto ou Fora de Estrada.

Outro fator essencial é a escolha correta da dimensão do pneu, tipo de aro ou roda, tipo de válvula e, no caso de pneu com câmara, a dimensão da câmara e do protetor, bem como se estes são compatíveis entre si.

No caso de alterações de dimensões dos pneus, recomenda-se consultar previamente o fabricante do veículo e o fabricante dos pneus.

E lembre-se, verifique sempre se a capacidade de carga e velocidade dos pneus é compatível com o volume de carga regularmente transportado e a velocidade empregada. Jamais exceda a capacidade de carga ou a velocidade máxima suportada pelos pneus.

Nomenclatura dos flancos

Nomenclatura dos flancos INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Pneu diagonal

O pneu é chamado diagonal ou convencional quando a carcaça é composta de lonas sobrepostas e cruzadas umas em relação às outras. Os cordonéis que compõem essas lonas são fibras têxteis. Neste tipo de construção, os flancos são solidários à banda de rodagem. Quando o pneu roda, cada flexão dos flancos é transmitida à banda de rodagem, conformando-a ao solo.

Características

Desgaste mais rápido - Menor quilometragem;

Consumo de combustível mais elevado;

Aquecimento muito grande - Lixamento com o solo, fricção entre lonas e a má condução de calor do material têxtil;

Aderência não muito boa - Menor área de contato pneu/solo, deformações da Banda de Rodagem;

Estabilidade prejudicada - Perda da trajetória causada pelas deformações da Banda de Rodagem;

Maior possibilidade de cortes/furos - Carcaça rígida e material têxtil

Estrutura do pneu

Pneu radial Michelin

Pneu Radial

No pneu radial, os cabos da carcaça estão dispostos em arcos perpendiculares ao plano de rodagem e orientados em direção ao centro do pneu. A estabilização do piso é obtida através de 3 ou 4 lonas de aço sobrepostas. Por ser uma carcaça única, não existe fricção entre lonas - apenas flexão - o que evita a elevação da temperatura interna do pneu.

Características

Desgaste mais lento - Aumento na quilometragem;

Diminuição no consumo de combustível;

Redução do aquecimento - Não existe fricção entre lonas da carcaça, diminui o lixamento com o solo e o aço é um excelente condutor do calor;

Maior aderência - A área de contato pneu/solo é maior e consta;

Estabilidade favorecida - Com a redução das deformações da Banda de Rodagem, o pneu segue uma trajetória definida;

Estabilidade favorecida - Com a redução das deformações da Banda de Rodagem, o pneu segue uma trajetória definida.

Banda de Rodagem

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

PNEUS COM OU SEM CAMARA

Pneu com Camara

Pneu sem Camara

Perda de ar mais lenta em caso de perfuração, proporcionando maior segurança;

Maior refrigeração do tambor de freio, preservando o talão do pneu;

Menor número de itens no conjunto, tornando-o mais leve;

Maior facilidade nas operações de montagem e desmontagem dos pneus. 

Eixos do Caminhão

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

ÍNDICE DE CARGAS

Os pneus Michelin foram desenvolvidos de acordo com sua utilização.

Para cada utilização, em terrenos diversos e com cargas variadas, a Michelin desenvolveu um pneu específico. Respeitar o Índice de Cargas é fundamental para manter a segurança do condutor do veículo e a vida útil do pneu.

Veja a tabela abaixo:

Índice Carga (KG) Índice Carga (KG) Índice Carga (KG) Índice Carga (KG)
95 690 127 1750 146 3000 165 5150
109 1030 128 1800 147 3075 166 5300
110 1060 129 1850 148 3150 167 5450
111 1090 129 1850 149 3250 168 5600
112 1120 130 1900 150 3350 169 5800
113 1050 132 2000 151 3450 170 6000
114 1180 133 2060 152 3550 171 6150
115 1215 134 2120 153 3650 172 6300
116 1250 135 2180 154 3750 173 6500
117 1265 136 2240 155 3850 174 6700
118 1320 137 2300 156 4000 175 6900
119 1360 138 2360 157 4125 176 7100
120 1400 139 2430 158 4250 177 7300
121 1450 140 2500 159 4375 178 7500
122 1500 141 2575 160 4500 179 7750
123 1550 142 2650 161 4625 180 8000
124 1600 143 2725 162 4750 181 8250
125 1650 144 2800 163 4875 182 8500
126 1700 145 2900 164 5000 183 8750


INFORMAÇÕES TÉCNICAS

PRESSÃO

Por que a Pressão é tão importante?

A pressão de inflagem é responsável por garantir o funcionamento correto do pneu. Portanto, para suportar a carga, a velocidade e todos os esforços durante a rodagem, é preciso que a pressão esteja adequada. Ela deve ser regulada em função de três características: dimensão do pneu, carga por eixo e velocidade normal do veículo.

Recomendações:

Inflar os pneus com a pressão recomendada pelo fabricante do pneu;

Revisar periodicamente a pressão na condição a frio antes de iniciar a rodagem (aproximadamente 2 horas);

Utilizar válvulas com suas respectivas tampas;

Usar extensão de válvulas para facilitar o controle da pressão de seus pneus internos;

Para determinar a pressão adequada para seu pneu, consulte o responsável de conta;

Para rodar com segurança e economia é importante calibrar os pneus em função do peso da carga transportada.

Pressão abaixo do recomendado

Uma pressão abaixo da indicada para a carga transportada provocará um desgaste mais acelerado nos ombros do pneu.

Exemplo: Uma pressão 20% abaixo da recomendada provocará um desgaste de aproximadamente 18% mais rápido.

Pressão Abaixo do recomendado

Pressão acima do recomendado

Uma pressão acima da indicada para a carga transportada pelo veículo provocará um desgaste mais acelerado no centro da banda de rodagem. Exemplo: Uma pressão de 20% acima da recomendada provocará um desgaste aproximadamente 22% mais rápido. Ou seja, ao invés de rodar 100 mil Km com seu pneu, você rodaria apenas 78 mil.

Pressão Acima do recomendado

Pressão adequada

Permite aproveitar ao máximo as características do seu pneu e obter um desgaste uniforme.

Pressão Adequada

Entendendo os tipos de utilização

Os pneus Michelin são desenvolvidos para condições de terreno, carga e velocidades diferenciadas. Conheça cada uma das aplicações. 

TPU - Transporte de Passageiro Urbano

Transporte de Passageiro Urbano

Este segmento é formado por empresas que se dedicam ao transporte de pessoas que realizam seus deslocamentos em perímetros urbano e metropolitano (municípios satélites). É composto pelos ônibus municipais e intermunicipais.

TPR - Transporte de Passageiro Rodoviário

Transporte de Passageiro Rodoviário

Este tipo de transporte caracteriza-se pelo transporte de pessoas por longas e médias distâncias. Estão inseridos neste grupo os ônibus de turismo e fretamento.

TCU* - Transporte de Carga Urbana

Transporte de Carga Urbana

Caracteriza-se pelo transporte de mercadorias em curta distância, em trajetos urbanos (raio médio de distância - 100 km). Como exemplo, podemos destacar os distribuidores de bebidas, alimentos, materiais de construção, entregadores de móveis e eletrodomésticos, limpeza urbana, gás, valores etc.

TCR* - Transporte de Carga Rodoviária

Transporte de Carga Rodoviária

Caracteriza-se pelo transporte de mercadorias em médias ou longas distâncias em trajetos rodoviários. São exemplos deste segmento: transporte de produtos industrializados (eletrônicos, alimentos etc.), granéis sólidos (areia, pedra), cargas perigosas (produtos químicos), grãos, entre outros e operadores logísticos.

TCS - Transporte de Cargas Especiais

Transporte de Cargas Especiais

Transporte envolvido em uma cadeia de produção (não é a atividade fim da empresa) com necessidades específicas de produtos e serviços, nas seguintes categorias: mineração, cana de açúcar, florestal (extração e celulose), carga viva e rações, forças armadas / administração pública.

GEOMETRIA E SUSPENSÃO

A desregulagem da geometria do veículo é uma das principais causas do desgaste prematuro dos pneus (para cada 1mm de desalinhamento, teremos cerca de (+) 7% de desgaste).

Um paralelismo incorreto acarreta:

Maior consumo de combustível;

Menos estabilidade;

Menor aderência;

Menor rendimento por Km.

Uma geometria desregulada significa um desgaste prematuro dos pneus. Confira abaixo os tipos de desalinhamento dos eixos:

Convergência

Convergencia

Na convergência excessiva, a banda de rodagem dos pneus se desgasta de maneira crescente e rápida na parte externa, de um lado a outro com rebarbas.

Divergência

Divergencia

Na divergência excessiva, a banda de rodagem dos pneus se desgasta de maneira crescente e rápida na parte interna, de um lado a outro com rebarbas.

Camber Negativo

Camber Negativo

Com o camber excessivamente negativo, a banda de rodagem sofre um desgaste crescente de borda a borda na parte interna.

Camber Positivo

Camber Positivo

Com o camber excessivamente positivo, a banda de rodagem sofre um desgaste crescente de borda a borda na parte externa.

Alinhamento e folgas

Se ao passar a palma da mão no sentido do lado externo para o lado interno, perceber "arestas vivas" na escultura da banda de rodagem observamos a ocorrência de divergência.

Se ao passar a palma da mão no sentido do lado interno para o externo, perceber "arestas vivas" observamos a ocorrência de convergência.

Folga no Anel de encosto

Folga no Anel de Encosto

Com um macaco, levantar somente o lado a ser examinado. Com o auxílio de uma alavanca, examinar a folga do anel (rolamento) de encosto.

Folga no Embuchamento

Folga no Embuchamento

Com o auxílio da alavanca, examinar a folga no embuchamento do pino mestre.

Folga no Rolamento

Folga no Rolamento

Para verificar a folga no cubo, podemos usar o pé e as mãos. Esta operação facilita a identificação exata desta folga. Se persistir a dúvida, podemos pedir a alguém para frear o veículo. A folga que desaparecer é a do rolamento do cubo. A que permanecer, é a folga no embuchamento do pino mestre.

A área para a verificação do alinhamento deve ser plana.

Reparações

Todo acidente em um pneu deve ser analisado por um profissional que, após exame, julgará se sua reparação é possível.

As reparações devem ser confiadas a um especialista que assuma inteira responsabilidade sobre a sua execução.

Abaixo temos os limites de danos reparáveis nas bandas de rodagem e flanco, cujos manchões serão selecionados a partir da tabela do fabricante de manchão.

As extremidades dos Manchões nunca deverão se sobrepor, mantendo sempre uma distância mínima entre as mesmas.

Repartição de carga

Existem três maneiras de se determinar a pressão de um pneu:

Lei da Balança

São os valores de pressão determinados pelo CNT e pela lei da tolerância, que se utilizam de valores padronizados baseados em velocidade, carga, terreno etc.

Pesagem

É efetuada a pesagem por eixo do veículo e feita a aplicação destes valores nas tabelas da Michelin, chegando assim na pressão de cada pneu.

Repartição de carga

Na impossibilidade de pesagem do veículo, utilizamos um artifício matemático para o cálculo das pressões.

Para isso temos que saber:

O peso da carga transportada e o centro de gravidade da mesma.

A tara por eixo.

Distância entre eixos.

Distância do centro de gravidade e o centro do eixo traseiro.

RECAPAGEM E RESSUCAGEM

Recapagem

Observe se os pneus estão com sua carcaça e lonas do piso em bom estado.

É primordial que os pneus sejam retirados para recauchutagem com uma profundidade de sulco proporcional à agressividade do terreno no qual o mesmo é utilizado, evitando assim a retirada tardia (prejudicando a carcaça) ou precoce (perdendo em quilometragem).

Ressulcagem

Examinar criteriosamente a banda de rodagem, para verificação de sua integridade;

Quando a banda de rodagem apresentar cortes múltiplos, perfurações, partes arrancadas, a ressulcagem não poderá ser feita.

Proceder com a ressulcagem antes que as esculturas desapareçam do pneu (devido ao desgaste), assim podemos reproduzir mais facilmente o desenho original e conservar uma espessura de borracha suficiente entre o fundo do sulco da escultura e as lonas do piso;

Para pneus com desgastes irregulares: consultar responsável de conta.

Ressulcagem

ALINHAMENTO E BALANCEAMENTO

Balanceamento

Todo conjunto rodante instalado no veículo está sujeito a desequilíbrios que influenciam o desgaste normal do pneu e do conforto, além de reduzir a vida útil dos rolamentos, dos amortecedores e elementos da suspensão e direção do veículo. Os inconvenientes dos desequilíbrios são corrigidos através da operação de balanceamento dos conjuntos rodantes.

Desequilíbrio estático

Desequilíbrio estático

O desequilíbrio estático resulta num comportamento análogo ao de uma roda excêntrica, já que o setor mais pesado do conjunto roda/pneu/protetor/câmara de ar dará golpes contra o solo a cada volta da roda, permitidas pelo curso da suspensão. As trepidações do desbalanceamento estático são até certo ponto absorvidas pela suspensão, contudo poderão causar desgastes mais acelerado do rolamento do cubo e amortecedores.

Desequilíbrio Dinâmico

Desequilíbrio Dinâmico

O desequilíbrio dinâmico produz uma alternância do pneu no curso do sistema de direção, resultando num esmerilhamento da rodagem contra o solo em dois pontos, a 90º do setor desbalanceado. Mesmo que este desbalanceamento, devido às absorções do sistema de direção, não chegue um shimmy perceptível ao volante, causará um desgaste mais acelerado dos terminais de direção e rolamento do cubo.

Alinhamento

Com objetivo de evitar os problemas mais freqüentes de desgaste anormal, devido a problemas de convergência e divergência, é necessário efetuar o alinhamento de acordo com as especificações do manual do veículo.

RODIZIOS

Rodízios de pneus

Na rodagem, existem diversas dessimetrias que podemos encontrar, tanto nas pistas como nos veículos, sentido de condução, etc. Tais dessimetrias, assim como possíveis erros de regulagem mecânica dos veículos, ocasionam desgastes dos pneus.

Uma das formas mais simples e eficazes para atenuar tais desgastes é o rodízio dos pneus na sua modalidade mais apropriada à situação em questão: pneus dianteiros da esquerda para a direita, giros na roda, rodízios cruzados (interno, externo) ou ainda entre eixos.

O rodízio dos pneus uniformiza e pode até corrigir os desgastes, realizados no momento correto. Não há uma regra específica para a realização dos rodízios, pois depende do tipo de utilização dos pneus.

Ao realizar os rodízios dos pneus, os sentidos de rodagem podem ser invertidos sem qualquer problema, exceto no caso de pneus com sentido de rodagem (ex: XDE2 e XDY).

Rodizios